Síncope é a perda súbita e breve da consciência, com recuperação espontânea. Acontece quando o cérebro recebe menos sangue por alguns segundos.
As causas principais:
Reflexa/vasovagal: um “reflexo” que reduz a pressão e/ou os batimentos (gatilhos: calor, jejum prolongado, emoção, dor, ficar muito tempo em pé).
Hipotensão ortostática: a pressão cai ao levantar, comum em idosos, desidratação e em uso de certos remédios.
Cardíaca: por arritmias (batimentos muito rápidos ou muito lentos) ou por doenças estruturais do coração/valvas.
Por que investigar? Para diferenciar causas benignas de situações que oferecem risco, orientar prevenção e evitar limitações desnecessárias.
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Entrevista clínica dirigida e exame físico: contexto do desmaio, medicamentos, hidratação e histórico familiar.
Eletrocardiograma e exames laboratoriais quando necessário.
Monitorização do ritmo: Holter, patch de longa duração ou ILR para flagrar alterações raras.
Tilt Test (teste de inclinação): reproduz a situação de queda da pressão para confirmar síncope reflexa ou hipotensão ortostática.
Ecocardiograma e testes específicos se houver suspeita de doença estrutural.
Estudo eletrofisiológico: quando há forte suspeita de arritmia de risco.
Ao final, o paciente sai com uma hipótese mais clara, orientações práticas e, se indicado, tratamento direcionado.
Procurar atendimento imediato se o desmaio ocorrer durante exercício, ao deitar, acompanhado de dor no peito ou palpitações muito rápidas, ou se houver história familiar de morte súbita/cardiopatia.
Evitar longos períodos em pé sem se movimentar, calor excessivo e jejum prolongado.
Levantar-se em etapas: sentar → apoiar-se → ficar de pé.
Manter acompanhamento; anotar episódios, duração e gatilhos para ajustar o plano.
Não. Muitas síncopes têm causas fisiológicas claras. O papel do especialista é identificar a origem.
Não. Eventos raros podem exigir monitorização prolongada (patch/ILR).
Depende da causa e do controle dos episódios. O médico orienta caso a caso, priorizando a segurança.