Tratamento de arritmias cardíacas

Diagnóstico preciso do ritmo e estratégias terapêuticas baseadas em evidências para reduzir sintomas, riscos e recorrências.

O que é arritmia e quando desconfiar

Arritmia é qualquer alteração do ritmo normal do coração — batendo rápido demais (taquicardia), devagar demais (bradicardia) ou de forma irregular.

Sinais que merecem atenção: palpitações, sensação de “coração disparado” ou “falhando”, tonturas, cansaço fora do comum, falta de ar, dor no peito ou desmaio.

Quem tem mais risco: histórico familiar de arritmia ou morte súbita, doenças do coração (ex.: insuficiência cardíaca), uso de certas medicações, distúrbios da tireoide, apneia do sono e consumo excessivo de álcool/energéticos.

Por que investigar? Algumas arritmias são benignas e controláveis; outras podem levar a desmaios ou, raramente, parar o coração. Descobrir qual arritmia está presente muda totalmente a conduta.

O Dr. André Pacheco é membro da equipe da Clínica Ritmo, referência na America Latina.

Com mais de 15 anos de experiência e 8 mil pacientes atendidos, a Clínica Ritmo segue pioneira no uso de novas técnicas para o tratamento das arritmias.

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Como é feita a investigação

A avaliação começa com um questionário clínico detalhado (quando começou, quanto dura, se há gatilhos como esforço ou estresse) e segue com exames que “capturam” o ritmo:

  • Eletrocardiograma (ECG): fotografia do ritmo naquele momento. Útil quando o sintoma está presente na hora do exame.

  • Holter de 24–72h e monitores prolongados/patch: registram o ritmo por mais tempo para flagrar crises esporádicas.

  • Monitor de eventos implantável (ILR): pequeno dispositivo sob a pele que registra por meses/anos quando os episódios são raros.

  • Teste de esforço: avalia arritmias desencadeadas pela atividade física e a resposta do coração ao exercício.

  • Ecocardiograma: mostra a estrutura e a função do coração; ajuda a entender por que a arritmia acontece.

  • Estudo eletrofisiológico (EEF): exame em centro especializado que mapeia o circuito da arritmia por dentro do coração, guiando a ablação quando indicada.

Opções de tratamento

  • 1) Mudanças de estilo e correção de gatilhos
    Reduzir estimulantes (cafeína, energéticos, álcool), tratar apneia do sono, ajustar medicações que favorecem arritmia e orientar treinos físicos com segurança.

    2) Medicações antiarrítmicas e controle de frequência
    Usadas para reduzir crises ou manter o ritmo controlado. Exigem acompanhamento porque podem ter efeitos colaterais e nem sempre funcionam para todos os tipos de arritmia.

    3) Cardioversão elétrica
    “Reinicia” o ritmo com um choque controlado, sob sedação, indicada em situações específicas (ex.: fibrilação atrial de início recente). É rápida e feita em ambiente hospitalar.

    4) Ablação por cateter
    Tratamento definitivo para várias taquicardias. Cateteres mapeiam o foco/circuito e cauterizam (ou congelam) pontos responsáveis pela arritmia.

    • Benefícios: altas taxas de sucesso em muitas arritmias supraventriculares; reduz medicações; melhora qualidade de vida.

    • Recuperação: geralmente alta no mesmo dia ou no seguinte; repouso relativo por alguns dias.

    5) Dispositivos eletrônicos implantáveis

    • Marcapasso: indicado para bradicardias e bloqueios de condução que causam tontura/desmaio.

    • CDI (cardiodesfibrilador): previne morte súbita em quem tem alto risco de arritmias ventriculares.

    • Ressincronizador: melhora a coordenação dos batimentos em certos casos de insuficiência cardíaca.

    Decisão compartilhada: a escolha do tratamento considera tipo de arritmia, outras doenças, preferências do paciente e estilo de vida.

Expectativas, segurança e seguimento

  • Antes do procedimento: revisão de exames, jejum quando necessário e ajuste de medicações.

  • Durante: equipe dedicada, monitorização contínua e protocolos de segurança.

  • Depois: alta orientada, sinais de atenção (ex.: sangramento no local de punção, dor que não melhora), retorno programado e, quando aplicável, monitorização do ritmo para confirmar o sucesso.

Diferenciais do cuidado

  • Eletrocardiograma e ecocardiograma

  • Holter e monitores prolongados/patch

  • Monitor de eventos implantável (ILR) em casos selecionados

  • Teste de esforço quando há suspeita desencadeada pelo exercício

  • Estudo eletrofisiológico para mapeamento detalhado do circuito arrítmico

Perguntas frequentes

O procedimento é feito com anestesia e sedação. A maioria dos pacientes sente apenas desconforto leve no local da punção.

Depende do tipo. Taquicardias supraventriculares têm taxas de sucesso muito altas; fibrilação atrial pode exigir combinação de estratégias.

 

Em geral, sim — após avaliação. A intensidade e o retorno ao esporte são ajustados ao tipo de arritmia e ao tratamento realizado.

Dor no peito intensa, desmaio, falta de ar importante, palpitações muito aceleradas com mal-estar, ou queda de pressão persistente.